Blue Coat e PromonLogicalis terão laboratório conjunto para o combate de ameaças cibernéticas avançadas

Blue Coat e PromonLogicalis terão laboratório conjunto para o combate de ameaças cibernéticas avançadas

Como resultado da parceria fechada este ano, PromonLogicalis e Blue Coat vão instalar um laboratório em São Paulo para reforçar a estratégia conjunta com a qual vão explorar o mercado de detecção e solução de ataques cibernéticos avançados. Pelo acordo, a Blue Coat é responsável pelos sistemas de segurança – entre os quais o que utiliza Big Data para rastrear e identificar problemas — e a Logicalis pela integração. A área financeira é um dos alvos de ambas — tanto que o mas também figuram nessa lista outros setores como o de provedores de serviços, utilities e comércio eletrônico.

Para Marcos Oliveira, country mamager da Blue Coat, há um nível de maturidade tecnológica nas grandes empresas brasileiras que é favorável à adoção de plataformas de segurança mais avançadas. E, principalmente, aumenta a consciência de que as soluções tradicionais já não são suficientes para diminuir os riscos. “Há uns dois anos essas companhias estão vendo um bombardeio de ameaças mais complexas, muitas das quais no dia zero, ou seja sem precedentes, que estão causando rupturas”, afirmou.

Segundo Alexandre Murakami, gerente da PromonLogicalis, essas ameças novas têm a capacidade de contaminar vários dispositos, comprometendo pontos estratégicos das empresas. Para combatê-las, é necessário agilidade nas respostas, o que exige uma combinação de sofisticados recursos e tecnologias. “É preciso gravar o antes, o durante e o depois dos ataques”, completou Oliveira. Isso exige uma depuração dos dados do tráfego na rede para identificar em tempo real onde está o problema. “Estamos falando de centenas de gigabytes por segundo e da necessidade de utilizar análises forenses de Big Data” comentou o executivo.

Estudo realizado pelo IDC – Institute Data Corporation – mostra que 53% das empresas pesquisadas admitem que a complexidade das soluções de segurança é o principal desafio para a inovação, enquanto 61% consideram a sofisticação dos ataques um entrave para para uma proteção eficaz. E, de acordo com o Relatório de Investigações Sobre Violação de Dados da Verizon de 2013, 84% de ataques direcionados avançados levam segundos, minutos ou horas para afetar os alvos, enquanto 78% das violações demoram semanas, meses ou anos para serem descobertas.

De acordo com Murakami, a comercialização das soluções conjuntas será feita na modalidade SaaS (software como serviço). Para a PromonLogicalis, ela complementa o portfolio de produtos de segurança que são resultados de várias parcerias, entre os quais com a MAcAfee e Cisco. A empresa tem na sua carteira clientes como Vale do Rio Doce, Santander, Banco Itaú e Petrobras.

A Blue Coat trabalha no país com acordos para composição do seu canal de vendas. Mas Oliveira considera que a parceria com a PromonLogicalis é a primeira que a empresa considera estratégica por envolver um desenvolvimento conjunto de soluções e abordagem única de mercado. O laboratório resultante da parceria será nas instalações da Promon, com especialistas nessa área monitorando sensores nos clientes.

Durante o Ciab Febraban 2014, que está sendo realizado em São Paulo, elas apresentaram a Security Analytics, ferramenta da Blue Coat que permite a detecção do ataques em tempo real e é capaz de apresentar e reproduzir evidências do incidente, mitigando riscos futuros e fortalecendo o ciclo de defesa.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Preencha: *
Time limit is exhausted. Please reload CAPTCHA.