Produção local de soluções de rede da HP começa por access points

Produção local de soluções de rede da HP começa por access points

A HP está completando a fabricação local de sua linha de soluções de infraestrutura corporativa da unidade Enterprise Group. Desde junho, a empresa está produzindo em Campinas os access points, que respondem por 80% dos elementos físicos de um projeto de rede. Em novembro, será a vez das switches e a partir do próximo ano os roteadores. Trata-se da segunda fábrica de equipamentos de rede da companhia em todo o mundo que, até agora, estava concentrada na unidade fabril na China.

Segundo Rita D´Andrea, diretora da unidade de Networking da HP Brasil, dois fatores pesaram na escolha do Brasil para abrigar a nova fábrica de soluções de rede: volume e incentivos. No entanto, na produção de access point a empresa não contará com os benefícios do PPB (Processo Produtivo Básico) pois o índice de nacionalização dos equipamentos não vai atingir o mínimo necessário. A produção, que ficará por conta da Cemina, será feita na modalidade SKD, com as partes do dispositivo sendo importadas já pré-montadas. Mas a partir das switches o quadro deve se alterar e as perspectivas são de um índice de nacionalização acima de 80% o que dará à companhia o direito de entrar no programa de benefícios para fabricação local do governo federal.

A decisão de começar a produção pelos access points está relacionada ao aumento da demanda de conexões WLANs (redes locais sem fio) nas empresas, um movimento que recebe ainda mais estímulo com a adoção do modelo BYOD (traga seu próprio dispositivo). Na avaliação de Rita, o mercado de WLANs deve crescer entre 8% a 10% nos próximos anos. Dois modelos de APs da classe N serão fabricados na primeira etapa, equipamentos que representam 90% da base de Wi-Fi no país.

A executiva considera que um dos pontos fortes na concorrência dos produtos da HP é o fato de trabalhar com padrões abertos e ter soluções que permitem o gerenciamento de plataformas da HP e de terceiros. Além disso, com o investimento na nova unidade fabril, a companhia passou a ser a única entre todas as concorrentes a ter todo seu portfolio produzido localmente. Os sistemas de armazenamento 3PAR e servidores já são fabricados localmente há alguns anos.

A capacidade de produção na fábrica de Campinas é de 3 mil unidades mensais. A executiva espera alcançar esse volume em pouco tempo. “Podemos aumentar caso seja necessário e essa flexibilidade nos é dada pela Cemina”, afirmou Rita. A comercialização dos produtos continuará sendo feita pelo canal de distribuidores, integradores e VARs que possuem parceria com a HP.

Os access points da série MSM que serão produzidos localmente trabalham individualmente ou em conjunto com as controladoras HP e possuem alto desempenho para comunicações de voz e multimídia e compatibilidade com equipamentos legados. Eles também contam com sistemas de proteção como o IDS (sistemas de detecção de intrusão) que estará integrado à solução.

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