FCC quer programa de subsídio para atender a 64,5 milhões de excluídos digitais nos EUA

FCC quer programa de subsídio para atender a 64,5 milhões de excluídos digitais nos EUA

64,5 milhões de pessoas que são excluídas digitalmente por conta do custo da conexão de banda larga. Não, isso não é um cenário de um país em desenvolvimento mas diz respeito aos Estados Unidos, onde uma em cada cinco famílias de baixa renda não assina um serviço de acesso à Internet. O alerta foi dado pelo presidente do FCC (Federal Communication Commision), Tom Wheeler, que apresentou a proposta de modernização do programa Lifeline, criado em 1985 pelo órgão com apoio governamental, para permitir que a população de baixa renda tivesse acesso a comunicações vitais. No entanto, essa iniciativa até hoje está restrita ao acesso a voz, fixa e móvel, motivo pelo qual o executivo defende que ele passe a abranger também a conectividade e tenha um subsídio mensal de US$ 9,25. A votação de sua proposta deverá ser feita pelo Congresso dos Estados Unidos no dia 31 de março.

Em um artigo publicado no blog do FCC, Wheeler diz que apenas metades dos lares americanos de famílias de baixa renda possui assinatura do serviço de banda larga. “E 43% dos que não aderiram ao serviço dizem que a acessibilidade é a razão. Dos consumidores de baixa rende que assinaram a banda larga móvel, 44% cancelaram ou suspenderam a assinatura em função de restrições financeiras. Para aqueles que têm seus smartphones como único acesso à Internet, 48% tiveram de cancelar ou desligar o serviço por um tempo também em função das dificuldades financeiras”, ressaltou.

Para Wheeler, o acesso à Internet se tornou um pré-requisito para a participação plena na economia e na sociedade. “Nós podemos e temos de fazer melhor. Na verdade, o Congresso nos disse para fazer melhor, o que deverá acontecer com a modernização programa Lifeline do FCC”, observou. Na proposta apresentada por ele, a uma nova orientação do Lifeline para a era da banda larga, deve contemplar padrões de serviços mínimos para voz e conectividade.

O programa Lifeline foi alvo de controvérsias após ter incluído, e 2008, a telefonia móvel em seu escopo de subsídios. Foram feitas acusações de fraude uma vez que muitas famílias possuíam mais de um subsídio por residência, como previsto. Wheeler lembrou que em 2012 foi feita uma reforma no sistema para detectar esses problemas, o que resultou na queda de 30% do pagamento de subsídios.

“Reformas foram feitas para evitar esses abusos, mas o mais importante, que essas críticas nesse momento ignoram, é o fato de que o gap para essas famílias de baixa renda está aumentando , sem o acesso a emprego, a oportunidades educacionais, serviços e muito mais coisa que a banda larga proporciona”, ressaltou.

 

 

 

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